Um dos maiores traumas que o homem de meia idade e da classe média pode ter é ver o seu padrão reduzir.
Conviver com a queda do poder de compra pode trazer depressão e, normalmente, traz sequelas e dívidas.
O grande problema está na forma de encarar o problema.
Alguns buscam aconselhamento e no “berço” escapam de males maiores.
Reconquistam a auto-estima e seguem a vida.
Outros fazem a opção mais lógica e trágica.
Cegos, não percebem que os tempos mudaram e tateiam alternativas que levam a lugar algum.
O mais óbvio era parar para pensar e repensar. Dar um passinho para trás reerguer tirando conclusões.
Entretanto, para quem não conseguiu refletir e se enquadrar, basta viver e errar.
O sábio vai procurar traçar planos. Viver por metas passa a ser modo de vida.
O outro vai dar desculpas e não vai se desculpar.
Imitando o vira-latas, corre em busca do próprio rabo.
Quando o Atlético anuncia os motivos das dispensas de Zé Luis e Ricardinho uma coisa fica muita clara para mim: apesar de andar para frente, o Atlético não sabe onde pisa.
Realmente não dá para ficar com quem joga contra e não mede esforços e resultados para prejudicar o ambiente.
No entanto, a coletiva mostrou porões antes bem escondidos.
Alexandre Kalil achar normal contratar 20 jogadores por temporada é mostrar que o clube não se ama.
A postura da direção de montar time e desmontar ano após ano é claramente uma forma de justificar fracassos e de mostrar que está fora do seu padrão.
Pasme ao ver o elenco atual do Atlético.
De um elenco de 33 jogadores (incluindo Fábio Costa, que é outro absurdo) 11 jogadores saíram nos últimos 3 anos da base.
As maiores estrelas do elenco são Réver, Mancini e Guilherme.
Réver está mal, Mancini não joga e Guilherme nem estreou.
Richarlyson, que poderia ser lembrado por algum torcedor, nunca foi estrela em lugar nenhum.
O elenco é muito normal, comum e pouco atraente.
Não sei qual deve ser o padrão do Galo, mas sei que o Atlético não sabe o que quer.
Quer títulos? Quer Libertadores?
Quer o quê?
O discurso do Atlético é de campeão.
Fala do CT e do orçamento elevado, mas a conduta e falta de rumo apontam para outro lado.
Teoria e prática não casam.
Contratações são para ontem, mas ontem o Atlético contratou um tanto e dispensou outro tanto.
O que o Atlético precisa é saber qual é a sua verdadeira necessidade.
Enquanto os noticiários dos verdadeiros candidatos aos títulos mostram concentração nas disputas, o Atlético tenta se justificar e se desculpar.
O passo pode até ter sido para frente. A valorização do comando parece ter sido uma atitude inteligente, mas a que preço?
Se o elenco não for montado com um perfil de vencedor, ele nunca será vencedor.
Antes de anunciar a próxima contratação a direção alvinegra deve questionar 500 vezes se o jogador tem passado de bom comportamento, se tem títulos, ambição e valor.
Contratar para repor é justificar e errar.
Já chegou a hora de o Atlético saciar a fome da torcida e não contratar para impactar e errar.
DIHIT
Blog do Frederico Jota


7 Opiniões Ver opiniões Esconder opiniões
Excepcional, Marra!
Valeu, Renan!
Nem tanto, mestre.
Abração
Bom demais da conta este texto !
E o que o presidente deixou claro : sua prepotência , sua
falta de educação ( caso Oeste ) , seu descontrole .
O Galo é CAM , não KAM , como ele deseja .
Ao que me consta , ele AINDA não comprou o clube , como
parece querer . Para chamar de seu .
Nos meus 62 anos de arquibancada ( já nasci torcendo )nunca vi tamanho destempero verbal .
E essa história de BASE já cansou .
TODO jogador sai da base … de todo e qualquer clube .
O importante é fortalecer a equipe de “olheiros” , de gente
que sabe de futebol , para buscar os bons jogadores que
estão por ai , esperando ser descobertos . Não foi assim com
Reinaldo ? Com Tostão ? E com um monte de atletas ?
Por acaso a BASE forma o craque ? Na maioria das vezes ,
prejudica .
A minha vida inteira vi chegar jogadores de nosso interior
que iriam ser lançados nos times da capital ainda com idade
de juvenil , porque eram excelentes jogadores . Alguns , CRAQUES .
A custo zero . Ou melhor , a custo de uma passagem de ônibus
de sua cidade para Belo Horizonte .
Ah! , caro Marra , como as coisas mudaram !
Será que a camisa preta e branca irá resistir a tantos
desatinos e continuar a mover nossa paixão , solitária ” no
varal ” ?
Porque de seus dirigentes nada mais espero .
Caro Marra:
Tenho 41 anos e comecei a torcer pelo Galo com 10, justamente com aquele time da final de 80.
O que vejo ao longo destes anos é que o clube perdeu sua tradição, sua força. O que mais me irrita é ver comentarios de “especialistas” no ramo, dizer que as contratações do Galo foram ótimas e hoje niguem presta.
Não te incluo neste meio e te escrevo porque gosto de sua serenidade e competência para analisar as coisas do futebol.
A falta de um titulo de expressão na atualidade atleticana vem minando a alta estima do clube, a camisa pesa o dobro para quem a veste. Apostar em recuperar jogadores porque temos o melhor CT não funciona , pois estamos anciosos demais e tempo é o que não temos para acertar o time.
Gosto da administração do Kalil. É o presidente que tem tentado resgatar nossa alta estima, mas presisa trazer jogadores em forma e não para recuperar a forma. Precisa apostar em um grupo e ir com ele até o final. O Dorival é excelente técnico, mas apostar em Ricardo Bueno, Renan Oliveira e Rafael Cruz é um erro, pois já tiveram chance demais e são irregulares.
Um abraço.
Grande Marra,
avaliação sensata, objetiva e esclarecedora.
Padrão Marra de qualidade.
Amplexos e ósculos.
Valeu, Toscano!
É uma honra ter você por aqui.
Obrigadão pela força, amigo.
Há quem pense que tudo está resolvido, mas acho que o futebol no Atlético precisa ser melhor pensado.
Abração
Mario, dizem que o homem mais feliz do mundo ´so tinha uma camisa…