Olho Clínico, Pós-Jogo — 20 de fevereiro de 2011 12:48

Um São Paulo que deu gosto

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São Paulo e Bragantino poderia ser apenas mais um jogo do Paulista.
Antes de a bola rolar, as duas equipes estavam na zona de classificação para a próxima fase.
Observando as duas escalações, o jogo seria um duelo de esquemas iguais.
Marcelo Veiga já aposta no jogo com três zagueiros desde sempre, no entanto, Carpegiani faz apenas a segunda partida assim.

Os minutos iniciais já mostravam um São Paulo muito firme com Miranda, Alex Silva e Rhodolfo.
Entretanto, o que era muito bom de se ver era a velocidade e a postura ofensiva da equipe.

Casemiro, que iniciou a partida no lugar do machucado Rodrigo Souto, e Carlinhos Paraíba posicionados como volantes.
Lucas e Fernandinho abertos e Dagoberto centralizado.
Era muita velocidade e muita posse de bola.
Um time voando e outro todo amarelado.
Com 20 minutos, o trio de zaga do Bragantino já havia sido advertido com cartões.

O primeiro gol do São Paulo foi marcado com o estilo do time nos últimos anos.
Falta batida para a área e Miranda subiu muito e fez 1 x 0.

Outra característica empolgante da equipe foi a vontade.
Várias vezes a bola, que parecia condenada a virar lateral, era retomada com muita luta.

O segundo gol saiu depois de uma jogada muito rápida.
Dagoberto e Fernandinho construíram e Fernandinho fechou.

O primeiro tempo terminou com 2 x 0 e poderia ter sido diferente.
Rogério Ceni bateu um pênalti e Rafael Defendi defendeu.

Na volta dos vestiários, o técnico Marcelo Veiga disse que o time dele não havia entrado em campo e que as coisas deveriam mudar.
Não mudaram.

Em outra jogada de luta pela esquerda, Fernandinho colocou Lucas na cara do gol e ele fez.
O São Paulo não só jogava um belo futebol, o time mostrava muito do que se espera de um time do porte do São Paulo.
Venceu e com muita autoridade, força, brilho e velocidade.

O quarto gol saiu com o atacante Willian José. Dentro do que dele se espera, Willian recebeu de fora da área e bateu muito forte para o gol.

O torcedor do São Paulo pode ter saído feliz, porém, aquele que tem ouvido atento deve ter ficado assustado com a sinceridade do técnico Carpegiani.
O treinador disse claramente que o melhor do São Paulo em 2011 foi descoberto por acaso, “sem querer”, destacou.
O que era tão evidente e até destacado aqui no blog (post Tateando, Carpegiani pode achar time ideal) , só foi percebido pelo treinador por obra do acaso.

Com sorte ou sem sorte, o São Paulo que entrou em campo no Morumbi foi um time que mostrou um futebol muito bom de ser visto.

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