Olho Clínico, Pós-Jogo — 13 de novembro de 2011 13:55

Resultado normal, mas segundo tempo anormal

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Já passa da hora de tentar lembrar que um time joga contra o outro.
O jogo dos alvinegros de Florianópolis foi, claramente, em jogo de imposição.

O primeiro tempo foi ditado pelo Galo e o Figueira obedecia.
O Atlético marcava bem e tinha dificuldades de criação pela esquerda.
Bernard era um destaque pelo lado direito e Daniel Carvalho tentava acelerar pelo meio.
A bola chegava pouco, mas quando chegava André parecia estar bem posicionado.
A defesa sofria pouco e as virtudes do Figueirense não apareciam no jogo.

O gol de Werley deu uma certa tranquilidade e fez o time da casa tentar sair ainda mais.
Carlos César teve muito espaço, mas errava nas finalizações.

Jorginho percebeu que o jogo era do Galo e tratou de tentar reparar os erros.
Com Fernandes no lugar do volante Túlio, o Figueirense passou a ter mais bola e limtou o espaço do Atlético.
O segundo tempo foi todo do Figueira.
O Galo só se defendia e corria atrasado para tentar evitar a derrota.
Cuca mexeu, mas, na minha visão não mexeu bem.
O problema com os um lado esquerdo inoperante continuava e não seria lotando o meio que as coisas se resolveriam.
Cambalhota era boa opção para contra-ataques, mas apostar em uma linha de quatro defensores poderia ter a estabilidade necessária.
Entretanto, o que se viu foi um Carlos César correndo feito louco e deixando espaços.
Bernard alterou o lado, mas o time foi perdendo pegada.

O resultado foi justo e normal, mas não é normal ver o time cair tanto de rendimento e demorar para perceber as ações do adversário.
A luta continua e promete emoções.
Não é chegada a hora de desmobilizar.
O Galo mostrou que tem padrão, mas os adversários também jogam.

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