Na Marra — 21 de maio de 2012 13:41

O que importa é participar?

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O que importa é falar.
Seja do Chelsea campeão ou seja do início do Brasileiro o que importa é falar.
Se a vontade estiver incontrolável, vale falar da crise na Grécia, dar um pitaco sobre a saúde do Niemeyer, criticar a roupa do antigo treinador da seleção, fazer piada com a morte de mais um Bee Gees e até fazer graça com a violência sexual a que os outros foram submetidos.
Falar, escrever e tuitar.
O que importa é manter a roda girando.
Luizas desconhecidas que foram e voltaram do Canadá, “Para a nossa alegria” tudo vale, tudo pode e para tudo tem que se ter opinião.
Mas será que é mesmo para ser assim?

Sei que somos livres para pensar e que as redes sociais nos permitem opinar para plateias, mas tenho que entrar na onda?
É mesmo tão importante e relevante ter opinião formada sobre tudo?

Eu, porcamente, cuido do que é meu.
Mas fico incomodado com a necessidade frenética de se fazer presente em todos os lugares, todos os assuntos.
Evito o julgamento e não gosto de ser vítima de uma avaliação precipitada.

Inevitável a lembrança do que uma já velha música já falava.
“Nas grandes cidades do pequeno dia-a-dia
O medo nos leva a tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia”

2 Opiniões

  • Peso da FAMA?
    Você e o Deva estão dando show, e fazendo amigos-ouvintes e admiradores.
    Abraço
    (p.s.: eu detestava acompanhar futebol pelo rádio)

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