Escrevo sem conseguir ver Atlético e Cruzeiro fecharem seus turnos.
Estou na Vila Belmiro e não tenho nenhuma televisão ligada na partida.
O que quero e preciso escrever não precisa ser amparado por qualquer outra imagem do time do Atlético.
Ainda que o time vire o jogo.
Não sei qual é a verdadeira verdade.
Sei que ninguém é nada, sei que estamos alguma coisa e o que éramos deixa de ser verdade um segundo após nossa constatação.
O Atlético é vítima de uma crise de identidade irritante.
As coletivas soam como coletivas de um time irresistível.
Os resultados não dão amparo, mas a arrogância ainda predomina.
É possíve ver um time ser feito e refeito novamente?
É incrível, mas todo ano a fórmula se repete e ninguém sabe como evitar a volta dos velhos erros no ano que chega.
Montar Centro de Treinamento e investir nele é obrigação.
Estar desesperado e ainda sem CT é a falência!!!
Não é hora de rompantes e de emoções.
É hora de fazer algo e o algo me foge.
Que tal não se entregar a avaliações sobre jogadores que nunca foram soluções?
Será que os intermináveis problemas com elenco só são administrados de forma errada no Galo?
Sem respostas…
DIHIT
Blog do Frederico Jota


16 Opiniões Ver opiniões Esconder opiniões
E quem sofre é a Massa! Já prometi que ano que vem não vou em nenhum jogo da 2ª Divisão. Daí começa a Segundona, sábado a tarde, bora pro Independência ver Galo x Icasa. É f%$!
Marra, repito aqui um pedido feito antes do jogo contra o Corinthians. Sei que é repetitivo, mas não conheço ninguém que possa escrever sobre o Galo com a sua propriedade.
“Marra, será que você poderia fazer um post comentando a situação do Galo na “era Kalil” após o término do turno?
Em uma visão simplista, o Atlético me parece o time dos sonhos de qualquer treinador ou jogador. Explico:
1) Os técnicos têm uma posição muito cômoda, ao serem amplamente respaldados pelo presidente e, curiosamente, apesar dos pífios resultados, vão embora recebendo gordas multas.
2) Os jogadores idem. Têm estrutura, salário, mas não rendem. A torcida não pode entrar no CT, não “incomoda” ninguém. Vide o corinthians, o palmeiras, o fluminense, ou até mesmo o Galo de alguns anos atrás, em que até mesmo o Taffarel foi rigorosamente cobrado pelos torcedores no CT.
Respeito muito a sua opinião sobre a montagem de times durante o campeonato, inclusive concordo PLENAMENTE com ela. Todavia, ela não é a única explicação plausível para essa situação.
Obrigado pela atenção.
Abraço.”
Fala, Álvaro!
Vou tentar fazer.
Estou preparando um material grande sobre futebol internacional e viajei pensando nisso.
Alguma coisa deve sair durante a semana.
Abração
Obrigado Marra. Um abraço.
Caro Marra,
saber o que acontece ao Galo é uma dúvida atroz que atormenta o atleticano desde 1977.
O Galo é o time do “quase”, do “se” e do “talvez”.
Falou-se em azar, em maldição do manto da santa, nas gatunagens dos árbitros, etc.
O futebol está cheio de receitas de sucesso, de times campeões que começam a organizar a casa com antecedência de anos. O resultado vem depois.
O São Paulo é exemplo dessa competência no país. O Internacional de 2006 pra cá ganhou o mundo, literalmente. O Cruzeiro sempre consegue montar bons times e tem conquistado títulos.
O caso do Vasco de 2011 poderia servir de exemplo pro Galo. Lembra do começo do ano? Sequência inédita de derrotas no carioca, aí leva uma goleada histórica do Botafogo, todos falavam em rebaixamento, em segundona. Que nada contrataram o Ricardo Gomes, mandaram embora o Carlos Alberto e outros marginais, contrataram Diego Souza, Juninho e outros. O time se acertou, ganhou a Copa do Brasil, e tem chances reais de brigar pelo Brasileirão.
O Galo sofre com administrações desastradas a décadas. Os mais antigos sabem que muitos iam para a diretoria para arrumar a vida pessoal, fato lamentável.
Depois de pífias diretorias os anos 90 foram terríveis, com ameaças de penhora da sede de Lourdes, do Labareda, da Vila Olímpica, salários atrasados, o caos.
Eis que surge Ricardo Guimarães e sua fortuna. Sinceramente tenho muitas dúvidas sobre o falado saneamento financeiro do Galo de Kalil.
Sou economista e não existe milagre, dinheiro não nasce, nem um almoço é de graça. Não entendo como terminaram o CT e como conseguem torrar milhões em contratações e altos salários.
O pior é que além de gastar muito gasta-se mal, sem critério algum.
Alguém duvida que o Ricardo Guimarães é o virtual “dono” do Galo hoje???
De verdadeiro mesmo o Galo só tem sua fantástica, sofrida e injustiçada torcida.
Temos um presidente de mentirinha, um diretor de futebol de mentirinha, um conselho de mentirinha, um elenco de jogadores de mentirinha, somos um time de mentirinha que se acha grande, mas ainda não reconheceu sua real dimensão.
O Clube Atlético Mineiro é um time regional, um time médio a pequeno.
Considero grande clube aquele que foi campeão do mundo, da libertadores, brasileiro e que não fica uma década sem beliscar nada.
Há exceções, o Botafogo ficou 21 anos sem ganhar nada.
Mas o Galo não é exceção. Em 100 anos de história temos muito mais sofrimento que alegrias, que se resume a um único campeonato brasileiro no distante ano de 1971.
Fui uma criança que aprendeu a amar o Galo de Reinaldo nos anos 70 e 80. Vivemos a ilusão de ser grandes, não éramos, pois na realidade não ganhamos nada.
Pelo menos o Kalil pai era infinitamente melhor que o filho.
Pra mim a ficha caiu. Cansei de ficar chateado todo fim de domingo, fiz uma retrospectiva pessoal de como esse time me fez mal ao longo dos anos.
Errar é humano. Continuar no erro não. O futebol era pra ser uma diversão, motivo de alegria e entretenimento.
Ganhar e perder fazem parte. Para o atleticano a derrota é uma constante incômoda.
Meu filho é cruzeirense e ele nem tem mais vontade de me gozar, afinal “bater em cachorro morto…”
Me desfiz de minha coleção de camisas do Galo, acho que tinha umas 40, desde os anos 80.
Graças a Deus não moro em BH, pois não seria fácil aturar a barropretada.
Pra mim o Galo é uma triste lembrança de minha infãncia, de uma época que poderíamos ter vencido. Viu, ficamos no “quase” e no “se” de novo.
O último que sair apague a luz desse triste e melancólico Galo.
Ainda bem que agora descobri o rugby, e torço para um time que ganha quase tudo, o All Blacks da Nova Zelândia. kkkkk…
Abraços Marra.
Marra,
me lembrei de um verso de Jim Morrison que se aplica muito so Galo:
the future’s uncertain, and the end is always near…
O verso é da música “Roadhouse Blues”, do excelente album Morrison Hotel, de 1970…
“O futuro é incerto e o fim está próximo”, nada mais seria tão a cara do Galo.
Abraços.
E o Kalil está adotando o estilo “Let it roll, baby, roll”
Literalmente rolando ladeira abaixo.
E essas 40 camisas, Allysson, se desfez de todas mesmo?
Caro Álvaro,
eram 44 na verdade. Estão com meus primos de BH, ainda fanáticos…
Adorei o “let it roll, baby, roll” só mesmo doses cavalares da poesia de Jim para esquecer esse triste Galo….
Abraços
Mário,
O Altético caminha a passos largos rumo ao “apequenamento”.
Guardadas as devidas proporções, mas o América-MG já foi grande um dia; o Bangu já foi grande um dia; o América do Rio também! Estamos caminhando para um futuro incerto onde torçer para o Atlético será nostálgico, só os saudosistas sobreviverão. Hoje, um time sem alma, sem coração e principalmente sem identidade. A torcida não precisa de muita coisa não, ela sente saudades de um ponta aberto pelos lados, de um atacante “brigador” para encarar os zagueiros adversários e um volantão camisa 5, nas outras posições, pode deixar com a torcida, afinal ela joga – acho que hoje já posso dizer que jogava – junto, deixa com ela que ela abraça. Antes o Galo era respeitado nacionalmente, enfrentar o Atlético no mineirão era sempre uma parada torta para qualquer adversário, hoje nem regionalmente o Atlético é respeitado mais. O triste é que o torcedor antes sentia vergoonha de vestir sua camisa além das gerais. Sem argumentos contra São Paulinos, Flamengistas, Colorados e Corinthianos a camisa alvinegra era deixada de lado. Hoje, é muito triste ver que nem regionalmente o atleticano sente orgulho de vestir seu manto sagrado. O atleticano, não tem mais argumento – paixão, fidelidade, etc.., não tem mais casa, não tem mais alma ; não tem identidade.
P.S: Sobre a paixão, nem a torcida do Falmengo, reconhecida nacionalmente como a mais apaixonada do Brasil, vive só de paixão.
Grande Abraço;
Vander,
excelente análise, parabéns…
Meu pai é americano, ele me lembra o Trajano da ESPN nos momentos nostálgicos do mequinha… kkkkkk…
Um dia diremos lembra daquele tempo que o Galo era grande????
Pois é…
O futuro é incerto e o fim está próximo…. mesmo….
Abraços
Olá, Marra!
Comentei anteriormente com o Vander Ribeiro que não mais falaria sobre o Atlético. Não criticaria mais o Patric e nem o G. Augusto, não falaria da insistência do Dorival em manter Ricardo Bueno deixando o Neto Berola no banco e nem na estúpida proibição do Kalil em não deixar a torcida assistir aos treinamentos como acontecia antes.
Ah, mas vai ter manifestações… fuck you! Coloque um pelotão de seguranças mas deixe o povo ver de perto o que acontece nos bastidores.
Isso foi há mais de 60 dias, meu amigo! E a coisa vai ficar pior daqui para frente.
Oxalá, Deus nos proteja!
A carroça desembestada mais famosa não é a do Vozão do Ceará…
Ela está aqui (…) rumo à segunda divisão.
Sabe o que falta ao Galo?
Muito simples: que todos tenham comprometimento e seriedade com o clube. Parar de trazer jogadores ‘sambados’ e ganhando mais do que outros da mesma posição e que rendem menos ao grupo. Na minha opinião, um dos erros está aí. Isso desmotiva os mais novos.
Outro fato é o tratamento ao torcedor, que é o cliente do clube: o Kalil disse que a presença do torcedor poderia piorar o ambiente no clube. Nem o motorista do ônibus da delegação alvinegra pode falar algo ou opinar-se em público para não “desestabilizar” o time.
Desestabilizar mais o que? Não foi ele, Alexandre Kalil, que propôs aquele cerco aos jogadores solicitando à torcida que vigie as extravagâncias extra-campos? Porque a mesma torcida é impedida de cobrar de perto ou mesmo ter a certeza de que o trabalho está sendo feito com o máximo de dedicação e seriedade?
Já que a torcida não pode entrar, então que ela ecoe o seu repúdio do lado de fora. Coloque faixas na porta do CT de Vespasiano e xingue até a alma daqueles que, em campo, não merecem jogar no Glorioso.
Se for para cairmos, que o façamos de pé e honrados!
Pelo menos saberemos que nos esforçamos ao máximo.
Um abraço, meu querido.
Muito sucesso para você.
Claudinei,
fique tranquilo, eu mesmo já disse ao Marra várias vezes que não falaria mais do Galo… uns dias e eu aqui de novo…
Pelo menos as discussões aqui acontecem em alto nível…
Abraços
Caro Mário,
Concordo com suas opiniões, sendo uma ilha de lucidez perto desta imprensa mineira. Gostaria que conhecesse meu blog, onde coloco minhas opiniões e propostas para de fato mudar o Atlético: http://www.atleticanos.com
Um abraço alvinegro,
Gésio
Amigos bom dia, penso que para a proxima temporada o Kalil depois de tanta pancada vai se reciclar e na hora de contratar,
em vez de trazer dez jogadores de custo alto trará dois de custo muito alto que jogue pelos dez. No mais apezar da temporada perdida ainda continuo acreditando em uma posição intermediaria, tipo sétimo ou oitavo colocado pois não perco a fé nunca. Abraços.
Pois é Allysson,
O processo é lento, mas quando percebermos será tarde demais. O Galo será um time simpático que, devido a seu histórico de infelicidades, terá o apoio de todos. Já imaginou, todo o Brasil torcendo para o Galo conquistar um título? Enquanto o tempo passa e caminhamos nessa direção, continuamos tendo como objetivo principal a eterna fuga da série B. Enquanto isso , comemoramos efusivamente as vitórias contra nossos rivais – Cruziero e Flamengo – voltando para casa com a alma lavada, com a paixão adulada e com a eterna esperança de um futuro melhor devidamente alimentada .
Isso é muito pouco…
Abraço,
Pois é Allysson,
O processo é lento, quando percebermos será tarde demais. No futuro, o Galo será um time simpático que, devido a seu histórico de infelicidades, terá o apoio de todos. Já imaginou o Brasil inteiro torcendo para que o Galo conquiste um título? Enquanto caminhamos nessa direção, continuamos tendo como objetivo principal a eterna fuga da série B. Enquanto isso, comemoramos efusivamente cada vitória conquistada sobre nossos rivais – Cuzeiro e Flamengo – voltando para casa de alma lavada, com a paixão adulada e com a eterna esperança de um futuro melhor devidamente alimentada.
Isso é muito pouco…
Abraço