Olho Clínico, Pós-Jogo — 26 de outubro de 2012 1:31

Não deveria ser assim, Santos

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E o Santos fez mais uma partida morna no Brasileiro.
O time foi morno contra a Ponte Preta e também contra o Náutico.
Jogar (ou não jogar) sem postura duas partidas pode ser até considerado normal, mas não é apenas o jogo (ou a falta dele) que incomoda.
O que pega, o que constrange é a ausência total de compromisso com a história do clube, com a folha salarial, com a coletividade.
Até mesmo Muricy Ramalho parece não perceber (se percebe, faz que não vê) que o Santos tem arremessado o calendário pela janela.

Ano passado, antes da ida ao Japão, o Santos jogou fora toda a preparação e não jogou futebol.
Em 2012, após a eliminação da Libertadores, o Santos até que tentou disputar o Brasileiro.
A tentativa durou poucos jogos e rapidamente alguém descobriu que sem Neymar, sempre presente nas listas de convocados por Mano Menezes, o Santos tinha rendimento fraco, fraquíssimo.
A comissão técnica fez a opção pelo simples e reclamou, esperneou, lamentou.
Será que o salário dos jogadores e do treinador é pago pelo craque da 11?
Será que é pago um adicional de insalubridade por não contar com Neymar?

O jogo contra o Náutico foi mais um daqueles em que se Neymar não brilhasse intensamente, o Santos nada criaria.
Neymar é craque, é gênio, mas é parte de um todo.
Sabella se acomoda com Messi ou faz Messi e a Argentina jogarem mais?
Mourinho se acomoda com Cristiano Ronaldo?
Mas Muricy se acomoda e Neymar, quando muito bem vigiado, mostra claramente que o Santos depende demais dele, é refém dele.

O Santos novamente arremessa o calendário, mas e se a direção pagasse apenas pelo que produziram?
Será que o treinador e os jogadores renderiam mais?
É uma pena, mas o Santos poderia ser um e é apenas um time que tem o Neymar em campo.

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