Olho Clínico, Pós-Jogo — 18 de outubro de 2012 3:33

Jogão e tensão na Vila Belmiro

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Extremos, muitos jogos são decididos nos extremos das partidas.
Seja por uma natural distração nos minutos iniciais ou por um relaxamento, também normal, por um cansaço, no fim de jogo.
O Atlético não tinha visto a bola, e aos 18 segundos, Miralles abria o placar na Vila Belmiro.

A jogada do gol foi construída pela esquerda de ataque, Miralles, esperto e sozinho, finalizou para o primeiro gol da noite.
O cenário era favorável ao Santos.
O Atlético tinha dificuldade para se organizar em campo.
Ronaldo prendia dois, mas Neymar prendia uns três.
Mas não adiantou.
Aos 10, Neymar recebeu pelo meio e deu um tapa na bola.
Um tapinha, quase simbólico, quase que por educação, mas um tapinha suficiente para que a defesa do Atlético não achasse a bola e Neymar fez mais uma das suas: golaço.

Que Atlético seria visto após o segundo gol?
Que atitude teria o Galo?
O time seria o mesmo time lento e distante dos últimos jogos fora de casa?
O Atlético se superou.
Chegou ao primeiro gol com Bernard aproveitando uma bela jogada de Serginho pra cima de Léo.
E não é que o segundo gol saiu?

O Santos atacava e a defesa cortou, Bernard percebeu mais uma bola longa e dividiu com Rafael.
A bola sobrou para Jô e ele empatou o jogo.
Entretanto, Rafael Marques, zagueiro atleticano, não chegou a ver o empate de seu time.
Rafael Marques bateu a cabeça com Leonardo Silva e ficou desacordado.
A situação foi grave, gravíssima.
Rafael Marques ficou 11 minutos esperando o atendimento.
A ambulância não tinha como entrar no gramado.
Um degrau impedia a entrada do veículo.
Mas o zagueiro foi ao hospital e foi atendido.

O choque, a queda, a contusão, a demora e uma imensa ducha de água geladíssima em um jogo que era irresistível.
O apito de fim no primeiro tempo foi um alívio.
Jogadores do Atlético estavam tensos, abatidos, mas se superaram.
Jogadores do Santos também estavam tensos e preocupados.
Não foram dois ou três que procuravam informações sobre o estado de saúde do zagueiro.
É bom ver que não são camisas inanimadas em campo.
É bom ver que existe uma preocupação com o profissional do outro lado.

O segundo tempo foi mais lento e mais dramático para o Atlético.
Os gols do primeiro tempo não saíram no segundo, mas as péssimas emoções se repetiram.

Cuca mexeu.
Muricy mexeu.
Neymar voltou querendo tudo.
Ronaldo pouco se mexia.
Bernard se movimentava pelos dois lados.
Abria espaço e incendiava.
Até que o menino também se machucou e saiu de campo.
Cuca já havia mexido três vezes e o Galo ficou sem Bernard, com um a menos.

Bernard teve convulsões e foi atendido.
Vida dura!
O Santos passou a ter a bola.
O Santos passou a atacar, mas finalizou pouco.
Victor foi obrigado a fazer uma grande defesa.
A opção do Atlético de se defender era clara.
Não dava pra escapar, mas deu.

Vale destacar que Leonardo Silva se superou e jogou machucado.
Rafael Marques saiu e Richarlyson teve de encarar a zaga.
Serginho, já com amarelo, teve que tentar parar Neymar.
Neymar, Neymar!
Como se não bastassem dificuldades do Atlético…Neymar estava em campo.
O fim do jogo foi de muita tensão e atenção.
Os dois times estavam cansados e o Galo mais ainda.
Mas as defesas não bobearam.

O Santos tem mais dificuldade ainda de afinar seu discurso de Libertadores.
O empate aumenta a distância para os de cima.
O Galo poderia se aproximar do Fluminense e da luta pelo título, mas o empate mantém a distância.
Mas o time não foi apático como nos últimos jogos fora de casa.

2 Opiniões

  • Bem, o ideal seria a vitória,de virada com raça, (mas raça que chegou com 15 minutos do 1ºtempo),pelo menos aquela maresia dos jogos fora da casa foi embora,se compararmos o jogo de com o hoje (ontem) daquele com o Inter que “evolução”.Mas ainda são 50 dias para o campeonato acabar e deixo a análise técnica com vocês pois comigo vai ser muita torcida e fé, vai que dar certo … no dia 14/05 numa “projeção” para o Brasileirão 2012 eu coloquei Galo e Flu como campeão e vice.Viu sonhar faz bem, para mim já valeu até aqui…

  • Mario, bom dia!
    Eu penso que os times que brigam pelo título, não podem se desconcentrar como o Galo fez em teóricas partidas fáceis, o problema é que além de ser um campeonato dificílimo, ainda é longo, o que propicia este fator. Com relação ao chato e repetitivo tema arbitragem, quero expor minha ultima opinião,
    o Fluminense tem um grande time, nada de muito melhor que os concorrentes, foi mais eficiênte é fato, porém nas partidas que ocorreu a apatia ou desconcentração e que a possibilidade de perda de pontos era real, infelizmente para o bem do futebol entrou em cena o apito amigo. Os torcedores de S.P./R.J. rotulam os atleticanos de chorões, o grande problema é que esta podridão que permeia nosso futebol, já nos esgotaram as lagrimas…

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