A derrota e consequente eliminação do Palmeiras no Paulista não pode ser considerada uma obra do acaso ou mesmo um resultado fruto de um dia em que tudo deu errado.
Na verdade, a vitória seria o único triunfo no campeonato do time treinado por Felipão em um mês inteiro.
Para piorar ainda mais as coisas, nos últimos seis jogos o time perdeu quatro vezes, empatou uma e venceu o compromisso pela Copa do Brasil contra o Horizonte (CE).
É certo que o Palmeiras chegou a mostrar um futebol de bom nível durante o Paulista e que a parte diretiva parecia ter mais paz para trabalhar. Entretanto, também é certo afirmar que o time ainda é bastante instável e carente de “conteúdo”.
O Palmeiras de Felipão é muito o Palmeiras de Felipão e pouco o Palmeiras time competitivo.
O ambiente, que parecia ser melhor com César Sampaio, e a relação, que também parecia ser mais leve sem Kléber, deveriam servir apenas como moldura para que um time forte fosse montado e não tenha dúvida de que a função de montar o time era do treinador.
Já são quase dois anos de trabalho e muitos meses foram mergulhados em crises políticas, mas ainda assim o Palmeiras mostra pouca bola.
O cenário de crises era o cenário ideal para aquele maestro que ficava na beira do gramado e assumia a seleção brasileira humilhada. Mas o cardápio de caras e bocas e o arsenal de perseguições e implicâncias com a imprensa, com os árbitros e com quer passasse pela frente parecem não oferecer os mesmos resultados do passado.
Já não acredito mais em nenhuma família Scolari.
Já era hora de mais trabalho tático e variações.
Será que Felipão não percebe que as entradas do Chico aos 43 do segundo e a opção pela bola alta com Fernandão ou o pivô com Ricardo Bueno são muito frágeis para quem tem um currículo tão vencedor?
Resta agora o pior momento possível para um clube que busca regressar ao topo: hora de o time treinar e se reciclar.
Hora de trabalhar e trabalhar não pode ser sinônimo de bater o ponto no horário certo. Trabalhar é conseguir se reinventar, é criar opções dentro do elenco.
O time encara dois confrontos pela Copa do Brasil e é até favorito, mas e para o Brasileiro?
E quando a agenda mostrar que o time tem uma decisão por semana?
Será que as poses do velho campeão do mundo ainda darão resultado?
Baseado em quais motivos eu devo acreditar?
DIHIT
Blog do Frederico Jota


1 Opinião
Felipão deixa evidente nessa passagem pelo Palmeiras, que se tornou uma pessoa teimosa.
Podia ser assim. Podia ser até ser confundido como uma de suas virtudes, mas as consequências têm sido desastrosas.
Rivaldo, volante contratado junto ao Avaí e página virada em sua breve passagem pelo Verdão, por indicação do próprio Felipão, jamais jogou como volante. Sempre improvisado na lateral-esquerda, por uma carência do elenco, nunca teve uma real oportunidade na sua posição de origem.
Tinga e João Vitor. Segundos-volantes de origem. Jamais jogaram em suas posições. Têm atuado com a função de auxiliar na armação do meio de campo, sem mostrarem a menor capacidade criativa de articulação das jogadas.
No caso do João Vitor, há o agravante do próprio Felipão ter externado a curiosidade de ver como esse atleta jogaria como 1º volante, e nunca tê-lo testado nessa função.