Olho Clínico — 10 de junho de 2012 7:14

Início consistente faz torcedor atleticano sonhar

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A euforia da torcida é compreensível e chego a dizer que justificável.
O Atlético tem bons números de aproveitamento no ano, foi campeão estadual invicto, é o time com mais tempo de invencibilidade como mandante e conquistou 10 dos 12 pontos que disputou.
Entretanto, é importante destacar que foram apenas 4 rodadas (10% do campeonato) e o caminho para qualquer lugar ainda é longo.

Alguns pontos parecem indicar que dias melhores estão por perto.
Ganhar fora de casa nunca foi fácil no Brasileiro e o Galo saiu duas vezes e obteve 100% de êxito.
Pode pesar ainda mais o fato de que as duas vitórias conquistadas longe de BH foram contra times de São Paulo, o que sugere uma dificuldade ainda maior.
Outro ponto relevante para a sequência da competição é a versatilidade que o elenco pode oferecer ao treinador.
É esperado que o time se dê bem até certo ponto e depois passe a ser melhor vigiado e melhor marcado.
No entanto, o elenco atual oferece ao técnico Cuca uma boa gama de variações.
O time pode sair de uma formação com dois homens abertos pelos lados do campo para uma variação com Jô e André e até com Guilherme e Ronaldo encostando no homem mais perto da área.
É possível imaginar um time de contra-ataque com Berola (que ainda está no DM) e um time de posse de bola com um meio mais técnico.

Repito que o caminho para qualquer disputa ainda é inicial, mas o torcedor mais equilibrado pode se permitir soltar algumas gargalhadas não só com os primeiros passos, mas também com uma projeção a partir das variações que o elenco permite.
No entanto, para que a fórmula alcance a felicidade é preciso que exista cumplicidade entre torcida, direção e time.
É chato cobrar da torcida do Atlético. Uma torcida que tanto paga preço e que carregou vários times nas costas, mas a cumplicidade é primordial.
É difícil enxergar algo positivo em vaiar o menino Bernard.
Aplaudir quando o jogador faz gols é fácil, é preciso mostrar a ele que está com ele mesmo quando ele erra.

O segredo para transformar um estádio em um caldeirão passa longe de vaias e palavrões.
A direção também precisa dar sua parcela de contribuição e deve facilitar a venda/compra de ingressos.
Ver seu torcedor como aquele que vai “morrer” na fila é perder o direito de poder chamar quem apoia de parceiro de batalha.
E a sequência é lógica. Um time que vê a direção com respeito e percebe o valor de sua torcida, sabe que tem a quem honrar.

Não existe fórmula mágica para uma conquista, mas as fórmulas do fracasso são decoradas ano a ano.
Torcida, direção e grupo de jogadores podem construir uma relação forte e saudável, mas depende de cada um entender seu papel e de cada parte do todo zelar pela saúde do corpo .

4 Opiniões

  • Concordo. Eu sempre exaltei a importância da torcida abraçar o time. Acho que a impaciência ainda é resquício do fatídico 1 x 6. Mas jogo a jogo isso vai diminuindo e a torcida vai fechando com o time.

    Temos que fazer o Independência um caldeirão, e qualquer imprevisto não pode virar um drama. Os jogadores estavam visivelmente ansiosos contra o Bahia, e a torcida perdeu a paciência muito rapidamente.

    Mas to gostando demais do espírito da equipe, encarando cada jogo como um batalha. To com boas expectativas, mas passo a passo. Vamos Galo!

  • Mário como comentei em outro post seu!
    Tenho certeza que iremos bem, e enxergo a vaga na Libertadores como bem realizável para o grupo que temos, mas o caneco tem outros fatores (pressões) que prefiro não comentar…

  • Com o Ronaldinho o Atlético tem boas chances de conseguir algo. Só que não sinto o Ronaldinho feliz. Ele me parece desconfortável. Espero que ele fique os 6 meses.

  • Caro Marra,

    infelizmente não posso concordar com esse post.

    O Atlético ganhou um campeonato sem vencer o Cruzeiro, foi favorecido pela arbitragem nas finais contra o América.

    Esse argumento de invicto não é verdadeiro, basta ver a forma pífia como foi eliminado pelo Goiás na Copa do Brasil, um time de segunda divisão.

    Não conseguiu nem vencer em casa o Bahia.

    Pra mim o elenco é fraco, o time não tem goleiro e faltam outras posições.

    A turma da balada R49, Jô, Danilinho, Mancini não me convence…

    E o pior não consigo acreditar em nada que tem o dedo do Kalil…

    Outra coisa, nenhuma torcida no mundo apoiou e apóia seu time como a MASSA do Galo…

    E nenhuma torcida sofreu tanto como ela…

    Não há que se criticar a MASSA…

    Eu não acredito mais no Galo, deixei de torcer e só lamento que muitos ainda torcem e ainda vão sofrer mais… quem tem mais de 40 anos como eu já sofreu o bastante…

    O Galo não me faz mais sofrer…

    Abraços,

    Allysson – Goiânia

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