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Galo: a pior resposta é o melhor remédio

Galo: a pior resposta é o melhor remédio

Nunca pensei em falar sobre doenças e terapias, entretanto, o momento do Atlético me fez lembrar muito de uma patologia grave e de difícil tratamento.

Experimente conversar com algum ex-jogador do Galo e ele vai falar que a pressão no Alético é muito forte.
A escassez de títulos e a aparente estagnação fizeram o clima interno ferver e o resultado(falta deles) era visto em campo.
Bons times, bons treinadores e resultados fracos.
A tensão aumentava e de 2003 para cá ela vem acompanhada da Síndrome do Pânico.

O campeonato começa e o otimismo cego faz o torcedor cair no erro da euforia.
No entanto, a proporção é mesma quando o time apresenta quedas e o “ânimo” sai da euforia para a depressão. Logo as dúvidas tomam conta e a ameaça de rebaixamento se torna um fantasma.
Se as derrotas forem em sequência, as feridas sangrarão.
Cai treinador, cai jogador, torcedor ameaça greve e até enterro.

A notícia boa para quem sofre com a Síndrome do Pânico é que existem tratamentos eficazes. A péssima notícia é que a terapia requer o entendimento do que representa o mal e suas consequências.

Muitas vezes a Síndrome do Pânico também causa ferimentos.
O tratamento envolve a preocupação com os sintomas físicos e também com a fobia.
O tratamento físico deve ser o mais “tranquilo”. As feridas são tratadas muitas vezes sem a necessidades de grandes intervenções.
A fobia demora mais e a terapia requer a compreensão de tudo o que envolve a patologia (doença) e o tratamento.
É necessário mudar conceitos e hábitos, ou seja, não é fácil.

Por ter características sociais, o tratamento da Síndrome do Pânico requer o envolvimento da família e muitas vezes até a família precisa mudar seus conceitos.

Mas qual a relação com a situação do Atlético?
O diagnóstico é complicado, mas tudo indica que o Atlético sofra da Síndrome do Pânico.
A euforia anda de mãos dadas com a depressão e uma derrota acaba chamando outra e mais outra.
O fantasma passa a ser “tangível” e o medo tira a vontade de arriscar e atrai mais tropeços e insegurança.

Pare para pensar e lembre os anti-herois do Galo.
Tite é líder do Brasileiro e mostra solidez em seus trabalhos antes e pós-Galo.
Celso Roth foi campeão da Libertadores.
Luxemburgo é o treinador de apenas uma derrota em 2011.
Dorival vem de uma sequência longa de bons trabalhos em vários clubes e cumpre todos os objetivos nos clubes.
Maluf não era um líder e profundo conhecedor de futebol?
Não era cobiçado por todos os clubes?
A culpa é de todos eles e de ninguém mais?
É simplista a visão de que a direção é a maior culpada.
A direção está dando o tratamento.
Basta ver o que é a Cidade do Galo (faz parte do tratamento dos sintomas físicos).
Basta ver o crescimento na arrecadação.
No entanto, a cura dos sintomas físicos é a parte mais fácil do tratamento.

Direção, comissão técnica, jogadores e torcedores precisam ser tratados.
A parte inicial é ter consciência de que a situação é muito complicada na parte emocional.
O peso dos anos sem títulos e a assombração do rebaixamento precisam ser reconhecidos como sintomas de um mal maior.
É preciso trabalhar no conceito de que não é de uma hora para a outra que tudo vai mudar.
Trabalhar no conceito pode querer dizer ficar mais anos dando murro em ponta de faca, mas aprendendo a mudar o conceito de time derrotado e deprimido.
Pouco vai adiantar sair demitindo mais um treinador e ficar apontando culpados. É hora de tratar.
É hora de reunir e de se ajudar.
Ou será que vão ter de clonar um novo Telê Santana para o time voltar a competir sem traumas?

Dorival errou e tem errado, mas outros também erraram e o próximo vai errar.
Vai ser heroi em um ano e vilão no outro.

O caminho para todos os clubes é feito de 19 obstáculos, mas o Galo vive 20.
Luta contra todos advesários e contra os seus traumas e sua imensa pressão.

Na minha visão, apenas o tempo e a consciência de que é necessário mudar o jeito de trabalhar (romper com o demite e contrata e monta elenco em plena competição) podem servir como um tratamento com percentual respeitável de cura.

Existem outros caminhos. Alguns até mais curtos.
Entretanto, alguns remédios, que prometem mil e um benefícios, não se mostram tão eficazes e investir em respostas rápidas faz elevar o custo e perder tempo.

Consciência, união, tempo e comprometimento – uma vez por dia é a posologia.
Na minha visão, qualquer outro tratamento apenas servirá como um prolongamento, uma sobrevida e acabará trazendo mais depressão.

É hora de entender que o seu Galo não é seu. Um Atlético competitivo e vencedor não surgirá com a repetição de velhos erros.
O melhor a ser feito é reconhecer os limites, buscar uma maneira simples de jogar e tentar reconquistar o direito de errar, acertar e ganhar.

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