Já levantei alguns números de outros grandes campeonatos e constatei que a frequência nos estádios no Brasil é no máximo fraca.
Várias ponderações se fazem necessárias e aceito algumas como bem lógicas.
Nossa condição social ainda não permite extravagâncias, a segurança nos estádios não colabora, o transporte público também é vilão e por aí vai.
No entanto, ainda assim, ouço, de gente boa, insistentes frases que garantem que somos o país do futebol e ninguém ama tanto o futebol quanto o povo brasileiro.
Caro leitor, não acredite mais.
Dê um F5 e busque atualizar o discurso.
Não se permita apenas repetir o que um dia até pode ter sido verdade.
Amamos o futebol, eu sei disso.
Mas os alertas têm sido dados a todo instante e a administração do futebol brasileiro precisa mudar.
A gestão precisa ser menos “umbigocrática”.
Os mesmos que afirmam nosso imortal amor também já falaram que nos Estados Unidos não se joga futebol, que o jogo com a bola nos pés não “pegaria” por lá e que o interesse deles era um sonho distante.
Entretanto, os números de frequência de público nos jogos da Major League são maiores que os daqui.
O colega Marcelo Gomes, da Rádio CBN SP, fez um levantamento dos públicos na rodada do dia 26 de maio e a constatação é de que no “país que nunca vai gostar de futebol” a média foi de 17.607 pessoas nos estádios.
Média que nem se compara aos números da Segunda da Inglaterra, mas melhor que a do Brasileirão, que teve na última rodada média de 9.933.
É certo que os EUA ainda vivem o que pode ser chamado de fase inicial.
É certo que os cinco títulos da seleção brasileira são indiscutíveis, mas o discurso merece ser atualizado.
DIHIT
Blog do Frederico Jota


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