Era bom ver aquela Polônia de Lato, Boniek, Deyna Zmuda, Szarmach, Tomaszewski, Kasperczak e outros.
Na verdade, o mundo parecia ser maior e o que vinha do outro lado da cortina de ferro era entendido como algo curioso e até pitoresco.
Lato encantou e chegou a ser algoz do Brasil, mas eu gostava muito de ver Boniek jogar.
Boniek tinha força e técnica e a seleção da Polônia ganhou muito com ele.
O tempo passou e a Polônia mostrou que não aproveitou a passagem daquela geração.
É certo que a “Dudek dance” na Champions fez o mundo perceber que o goleiro do Liverpool era polonês, mas o futebol daquele país perdeu a força e passou a viver do passado ou de episódios com um ou outro jogador.
Chato ver que uma geração não teve sequência.
Mas confesso achar mais chato ainda ler as novas declarações do ex-atacante Boniek, agora um vovô.
Em uma entrevista, Boniek disse que Carroll, atacante inglês, tem categoria inferior a um garoto de oito anos.
Boniek disse que seu neto de oito anos tem melhor coordenação.
Sei que o tempo é implacável e que Boniek pode ter tido o desejo de colocar uma pimenta a mais no jogo entre Polônia e Inglaterra, válido pelas eliminatórias.
Mas sei também que Boniek, grande Boniek, foi pequeno ao falar de um outro profissional com desrespeito.
Bola pra frente, Carroll.
Bola pra frente, Boniek.
DIHIT
Blog do Frederico Jota


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