Olho Clínico — 12 de dezembro de 2011 2:23

Estaduais x Categoria de base

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Vale a pena observar os estaduais e deles tirar jogadores para o Brasileiro?
Ou é melhor investir na avaliação das categorias de base e dela tirar o reforço?
A resposta padrão dos comentaristas brasileiros é que os campeonatos regionais estão falidos e de nada servem.
Alguns podem até iniciar um discurso de mudança dos alicerces da base dos clubes para de lá tirar os talentos identificados com as instituições.

Entretanto, o Corinthians tem feito um caminho diferente nos últimos anos e o resultado parece ser positivo.
Do elenco principal do campeão brasileiro apenas Júlio César foi formado em casa. Vale destacar que o goleiro Danilo Fernandes também saiu da base e fez bons jogos na campanha do título.

O contraste é grande quando olhamos para a utilização de jogadores que se destacaram nos estaduais.
O Corinthians soube observar Weldinho (Paulista), Ralf (Barueri), Paulinho (Bragantino) e Edenílson (Caxias).
Leandro Castán também foi contratado após boas atuações no Barueri, mas não foram no Paulistão e sim no Brasileiro.

É preciso destacar que conceitualmente, na minha visão, a formação de jogadores na base é além de tudo uma opção de vida oferecida a muita gente.
No entanto, a utilização equivocada e despreparada além da forte influência de grupos de empresários nas divisões inferiores fazem os clubes perderem os frutos e depois obriga os mesmos a irem desesperados às compras.
Um jogador que poderia sair barato e formado em casa acaba saindo caro e sem identificação.

O principal jogador do Vasco também foi fruto de observação dos estaduais.
Dedé já tinha tido outras oportunidades, mas o Carioca feito pelo Volta Redonda no ano passado fez valer a observação e posterior contratação.
Neymar e Ganso são grandes exemplos do que a base pode oferecer, mas prefiro enquadrar os dois na caixinha das grandes e maravilhosas bençãos que o futebol dá.

É certo que os estaduais são longos, cansativos e atraentes apenas pelas rivalidades dos clássicos, mas é certo também que alguns clubes aproveitam e outros não.

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