O primeiro jogo da final da Libertadores terminou empatado e sem deixar pistas de quem pode sair com a taça.
É verdade que o Boca jogava em casa e marcou primeiro.
É verdade que o Corinthians está invicto na competição.
No entanto, também é verdade que o Boca é um time rodado, experimentado e que já mostrou que sabe muito bem jogar fora de casa.
O Corinthians sentiu e muito a contusão e substituição de Jorge Henrique.
Ele, pelo lado direito, se posiciona até como volante quando o Corinthians não tem a posse da bola.
Tite, na minha visão, errou na substituição.
Ele fez Liedosn entrar e esticou Danilo na direita.
Danilo não tem a mesma velocidade de recomposição/ataque e Alessandro ficou sobrecarregado.
O Boca utilizou bastante o lado esquerdo do ataque.
Erviti, que assumiu uma postura bastante ofensiva no segundo tempo, achava espaço para jogar com Clemente Rodriguez e Riquelme sempre passeava pelo mesmo setor.
O Boca envolvia, envolvia e pressionou muito no segundo tempo.
O Corinthians quase não passava do meio campo e, aos 28 minutos do segundo tempo, após cobrança de escanteio e falha da defesa corintiana, Roncaglia fez o gol do time da casa.
O Corinthians não escapava em contra-ataques.
O sufoco não acabava. Faltava uma escapada em velocidade e ninguém conseguia acionar um outro jogador em velocidade.
Faltava a velocidade e a estrela de Romarinho.
Ele entrou aos 37 do segundo tempo e fez o gol após passe no espaço vazio da esquerda da defesa do Boca.
O Corinthians escapou da derrota, mas mostrou falhas que podem ser determinantes.
A bola alta na área foi preocupante.
A falta de desarmes no segundo tempo também chamou a atenção.
Boca e Corinthians desarmaram quase o mesmo número de “bolas”, mas o Boca esteve muito mais com a pelota.
O segundo novo tem toda a cara da igualdade.
Quem já esperou tanto para levantar a Libertadores, pode esperar um pouco mais.
Quem já surpreendeu tanto jogando fora de casa, sabe que o Corinthians ainda não perdeu e vende caro.
DIHIT
Blog do Frederico Jota


Últimas Opiniões