As posições na tabela são muito distantes e os objetivos também.
O Cruzeiro não mostrava bom futebol e nem tanta atitude de luta também e o resultado era a incomôda lanterna do returno e a luta para escapar do rebaixamento.
O São Paulo chegou a liderar a competição, mas o time na hora de decolar sempre derrapa.
Os dois, cada um com seus problemas, se encontraram na Arena do Jacaré e fizeram um jogo cheio de gols e cheio de erros.
É verdade que o cenário era diferente.
A torcida dava toda a pinta de que empurraria o time.
Eu, que estava em uma das posições de transmissão, vi, de perto, que a torcida optou por ficar de pé.
O Cruzeiro encontrava facilidade pelos lados e Montillo conseguia arrastar a marcação de Carlinhos Paraíba para os dois lados.
A movimentação do argentino abria espaço para alguém do meio jogar, mas o difícil era ver alguém aproveitar.
Roger poderia assumir, mas se omitiu.
Paraná e Charles tinham outras funções e Everton resolveu tentar ocupar o tal espaço que Montillo criava.
O São Paulo foi a campo com uma formação diferente.
Denilson mais adiantado e Paraíba mais preso em Montillo.
Jean na lateral, Cícero e Rivaldo no meio e Luís Fabiano e Dagoberto.
As posições se alteravam.
Rivaldo se adiantou e foi jogar perto de Luís Fabiano.
O Cruzeiro aproveitou o lado esquerdo e com o brilho de Montillo chegou ao primeiro gol, marcado por Keirrison.
Entretanto, o time se mostrava muito vulnerável.
O São Paulo colocava a bola no chão e procurava as tabelas rápidas e as jogadas de aproximação e sempre levava perigo.
Jean teve duas chances claras e dagoberto também.
O Cruzeiro se mostrava comprometido, lutador, mas pouco ‘ligado’ na marcação na última linha.
O segundo tempo foi no mínimo maluco!
O Cruzeiro mantinha a partida de entrega e o São Paulo passou a fazer valer a posse de bola.
Para que o leitor tenha uma ideia, o Cruzeiro trocou 184 passes certos e o São Paulo fez 348 trocas certas.
Com a bola, o São Paulo empatou.
Boa jogada de Cícero e bom passe de Luís Fabiano devolvendo para o camisa 16 e Cícero fez.
A virada saiu com Dagoberto em mais uma bela jogada de técnica e força.
O Cruzeiro se perdeu em armação e compactação.
Era perceptível a distância entre meio e ataque.
A turma da defesa tentava rebater e a turma do ataque tentava conduzir a bola.
O único ‘diferente’ era Montillo.
O argentino buscava o rebote e as arrancadas.
Qual seria a solução para chegar ao empate?
Chutão para frente e bola parada.
Em uma jogada de bola parada o Cruzeiro empatou com Charles.
O São Paulo fez o terceiro com uma bola linda de Dagoberto para Juan, e o baixinho fez de cabeça.
Mas o Cruzeiro mostrava a luta e foi premiado em mais uma jogada de bola alta para a área e Anselmo Ramon fez.
O empate não resolveu os problemas dos dois times.
O Cruzeiro continua sem vencer e o São Paulo não chegou no líder.
Mas o jogo deve ter repercussões para os dois times.
O Cruzeiro deve contar com o apoio da torcida.
DIHIT
Blog do Frederico Jota


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