Escrevo do hotel em Chiclayo, no Peru.
Em poucas horas o Santos entrará em campo para jogar pela terceira rodada da fase de classificação da Libertadores.
O adversário é o Juan Aurich, atual campeão peruano.
O Santos tem que se preocupar com a grama sintética, com os fortes ventos, com o clima tenso montado pelo Juan Aurich e principalmente com Guizasola, Quina, Cueto, Zuñiga e Tejada.
O Ciclón del Norte vai sentir os desfalques de Chiroque e Caicedo, mas tem a seu favor a motivação da partida de estreia em casa.
Sem Chiroque e sem Caicedo, o Juan Aurich tem investido nas fortes jogadas pelos lados.
Na direita, onde o time tem sido mais forte, o apoio é do lateral Guizasola.
Guizasola é forte e rápido.
Sobe com frequência e obriga Rojas, o Conan, a ficar guardando posicionamento.
Quina é mais contido no apoio, mas sabe o que fazer na campo de ataque.
A preferência dos dois é de fazer a bola chegar até Tejada, atacante que nasceu no Panamá.
O vento incomoda e pode variar a bola em alguns momentos.
O piso sintético faz o jogo ficar mais “vivo”.
A tendência é que a bola quique mais e que a velocidade do jogo aumente.
Em uma conversa com o zagueiro Edu Dracena, o capitão chegou a revelar que o tão famoso jogo contra o Barcelona ainda é vivo no Santos.
Edu disse que o time tem tentado assimilar alguns conceitos extraídos daquela derrota.
Um deles é de um bloqueio maior a quem estiver com a bola, tal qual faz o Barcelona, que rouba a bola sem falta e força o time adversário ao erro.
Valorizar posse de bola é outro ponto importante.
Os números do Paulista mostram o leve time do Santos como o time que mais desarma – houve um avanço.
Precavido e inteligente, Edu Dracena dispensou qualquer tipo de rótulo sobre uma nova filosofia de jogo.
O capitão preferiu esperar um pouco mais e disse que é apenas o início de uma nova fase de trabalho.
Fico daqui me perguntando:
- O Santos não deveria ter se preparado melhor para o Barcelona?
- Precisava o time tomar os quatro para refletir?
- Outros times também não poderiam repensar seus estilos?
- Já não seria a hora de diminuir o número de chutões?
DIHIT
Blog do Frederico Jota


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